Fiz uma viagem no tempo. Vi que o post anterior foi o menos visitado da história desse blog. Justamente onde tratei do tema da preguiça que as pessoas tem de ler com tamanha veemência de minha parte.
Pode ser esse também um dos motivos pela tamanha falta de interesse, neste caso.
Ainda bem que não dependo deste blog para viver! Estaria em maus lençóis!
Disto isto, como já mencionei no início deste post, fiz uma viagem no tempo. Sempre fui dado às emoções. E ler tudo o quê escrevi em determinadas épocas, me remeteu ao tempo em que me considerava muito saudosista. Não que ainda não o seja. Mas acredito que a gente vá ficando calejado com o tempo, e por isso todos mudamos. Mudamos nossa maneira de ver o mundo, as pessoas, as realidades, e a nós mesmos.
Imagem: Boris Thaser
Acredito que pro jovem de hoje em dia, este texto não diga muita coisa. Lá atrás, quando uma pessoa mais experiente me dizia alguma coisa no sentido de que "a vida ensinaria", isso me acertava de outra maneira. Não que eu não acreditasse. Mas ainda não era tempo de me preocupar com aquilo. E hoje, depois de dezenove anos de blog, percebo que realmente a gente muda. Em relação a maneira de vermos o mundo, as pessoas, as realidades e a nós mesmos.
Que o mundo muda, a gente sempre soube. Lembro do meu saudoso pai dizendo que "os tempos são outros", que "as coisas estavam mudando muito rápido". E olha que as redes sociais nem existiam. Muito menos a IA. Existiam projetos, ideias sobre isso? Pode ser que sim. Mas seria assunto só para dali a décadas.
E cá estamos nós, hoje, em pleno 2026.
Comecei esse blog numa terça-feira. Num 18 de setembro, lá em 2007. E meu Deus... Quanta coisa registrei por aqui... Quanta coisa vivi. Quanta coisa queria ter vivido. Quantas pessoas entraram e saíram da minha vida. Em quantas vidas entrei, estive presente e hoje não estou mais...
Faz parte do processo. Constatação de que tudo muda. E que tudo precisa mudar. Afinal, o mundo vive girando.
Existe uma frase (não se e um ditado) que diz que o rio nunca é o mesmo. As águas estão sempre correndo. Tenho que os segundos em nossa vida fazem de nós rios, corredeiras.
Quem está hoje, pode não estar amanhã, e vice-versa. Resta a certeza da incerteza.
Acho que escrevo cada vez mais para um número menor de pessoas. Não só pelo meu pecado da irregularidade, que desanima qualquer um de acompanhar qualquer coisa. Mas porque, em tempos de algoritmo, quem não persiste, desaparece.
Eu sempre disse que a inconstância mata qualquer coisa.
Quem diria que na era da informação, isso soaria de forma tão atual.
Lembro que teve um ano no qual eu postei só uma vez. E quando bem mais jovem, durante um período postei todos os dias.
Mas isso foi há muito tempo.
Até porque cada dia mais as pessoas não tem vontade de ler mais nada. Ler dá trabalho. Cansa. Quem consegue ler qualquer coisa nessa correria do dia a dia?
Até nos veículos de comunicação temos visto casos de "ajudinhas" à quem não tem esse tempo todo para se informar. Basta que se coloque tudo em tópicos, que o texto seja "lido" pela IA pra você não perder tempo passando seus olhos pelas linhas, ou ainda basta um resumo do texto.
E o editor? Coitado. Onde fica nisso?
Estou a poucos semestres de me formar em Jornalismo. E confesso que o futuro é amedrontador. Não pelo fato de ingressar nessa carreira, mas por ver que até nos meios que já mencionei, a mania de "enlatar" as coisas tem vigorado.
Hoje já existem "novelinhas" de dois minutos de duração.
Claaaaro! Imagina alguém parar quarenta e quatro minutos que é o tempo médio de qualquer programa na TV devido os comerciais que somados, dão uma hora?
TV? Já era. Hoje a bola da vez é o streaming. E não me entenda mal! Sou um grande entusiasta e consumidor dessa mídia. Mas tela vertical? Produções com dois minutos?
Não me admira que os adolescentes e os jovens de hoje estejam cada vez mais passando por problemas de crises de ansiedade e depressão.
Imagem: iStock
Que aflição que dá ficar dentro de uma sala de cinema, onde você não pode pausar o filme quando quer para dar atenção àquele seu amigo que tem mandado mensagem na sua rede social predileta, não é verdade? Isso sem contar aqueles "véi" (como eu) que ficam chiando quando você acessa a tela do seu smartphone e a luz dele manda pro espaço a escuridão que você acha desnecessária àquele ambiente...
Talvez por isso hoje em dia, eu prefira esperar um, dois meses, as produções ficarem disponibilizadas no streaming. É menos cansativo. Menos estressante. Menos decepcionante.
Um colega de curso disse que hoje em dia, os pais precisam se render à essa loucura dos filhos sobre correr com tudo, com o fato de não ter paciência para nada. Acho que Deus me preservou de não ser pai ainda. Meus amigos que já o são merecem uma medalha. Acredito ser um grande desafio educar nessa época onde tudo é passageiro.
O título deste post remete ao quê já mencionei. ao invés de a leitura ser incentivada, quanto mais subterfúgios existirem para que as pessoas "não percam seu preciosíssimo tempo" lendo, melhor.
Já já vão falar que ler é coisa do passado. É só ver o número de "audiolivros" aumentando. Não sou contra as novas tecnologias. Ser assim seria ir contra a maré, dar murro em ponta de faca.
Mas não consigo deixar de imaginar para onde é que caminha o nosso futuro.
Vejo gente se gabar que leu um tanto de livros num determinado período de tempo, e pergunto como conseguiu. A resposta: "Ouvindo!" Como já falei com minhas queridas do clube de leitura (98% são mulheres, e 2% somos homens e ainda assim o que efetivamente participa sou somente eu), pra mim, o verbo "ler" é diferente do verbo "ouvir". Ler consiste em você passar os olhos pela tela, compreender o quê se vê na página ou na tela. Eu mesmo amo meu Kindle. Ouvir, você coloca lá o áudio e vai fazer qualquer outra coisa. Lendo, as palavras entram pelos olhos. Ouvindo, pelos ouvidos. Penso que o conteúdo chegará para ambos, independente de como será consumida a obra. E afinal de contas, cada um faz o quê quiser, do jeito que bem entender. Não sou ninguém na fila do pão para tecer regras (pra não usar a outra palavra que acho que você já fez ideia), nem desejo e nem desejaria fazê-lo. E tá tudo bem, como diz a psicóloga.
Hoje, dou meu pitaco no recorte do tempo através dessa mídia que, só de olhar, muita gente desistiu de consumir só pelo tamanho do textão.
Se você chegou até aqui, você é parte da resistência. E estamos juntos. Vamos ver aonde isso tudo vai dar.
Que os deuses e deusas da Literatura nos protejam.
Dias atrás, na nonagésima edição do Oscar, uma frase de um ator me chamou bastante a atenção. Trata-se do que WillenDafoe disse, quando perguntado sobre o seu "não protagonismo" nos filmes.
Quem acompanha a carreira do ator norte-americano sabe que, a grande maioria dos papéis que lhe são oferecidos, são os de coadjuvante.
Que legal quando ele falou que nunca esquentou a cabeça com isso, pois sempre preferiu se submeter às vontades de quem o dirigiu/dirige.
Ele é feliz assim!
Gosto dos filmes que não são clichês. Mas também dos que contém isso neles.
Na vida, aprendemos, quase sempre, na maioria das vezes, que nem todos nascemos para ser protagonistas nas histórias daqueles(as) que admiramos. Nem todos somos os "saradões" por quem as meninas suspiram! Nem todas são as gatas que arrancam suspiros de nós, homens.
Por quê trato disso hoje, aqui no meu blog, e no blog das 30 pessoas, no próximo dia 21?
Porque quero deixar bem claro pra mim que não há problema nenhum em ser preterido pelas ocasiões. "Becauseofreasons"!
Enquanto escrevo esse texto, sei que pode denotar ser o discurso de um perdedor, pois poucos são os que admitem que nem tudo precisa ser como a sociedade praticamente impõe. Sim. É verdade que, dependendo de suas escolhas, muitas consequências virão. Mas isso não foi, não é e nunca será o fim do mundo.
Existe alguém que não o/a verá como segunda opção um dia. Se você ainda não encontrou esse alguém, tenha certeza de que um dia ele(a) virá.
Todos nós, de uma maneira ou de outra, já fomos protagonistas na vida de alguém.
Quer por erros nossos, quer por decisões que tomamos, ou continuamos a ser, ou deixamos o posto. Outro(a) ocupou nosso lugar.
Olhar no espelho e repetir para você mesmo aquela máxima que diz "Não trate como prioridade quem te trata como opção" dói. Ninguém quer ser uma segunda opção na vida de alguém. Principalmente na vida daqueles que tanto amamos. Mas olhando por um lado realista, não agradamos a todos como gostaríamos. E não digo isso no sentido de fazermos para ter um retorno. Digo isso no sentido de completarmos a lacuna que falta na(o) amada(o).
A bem da verdade, as pessoas nem esperam isso da gente. É a expectativa que criamos que nos força a vivermos assim.
E é fato que não adianta alguém dizer isso pra gente. Não adianta alguém chegar e dizer "Pô, a pessoa te trata como estepe, e você ainda lambe?"
Só o tempo vai ensinar que, para amar, primeiro é necessário se amar. Ninguém dá aquilo que não tem. E se não tomarmos cuidado, acabamos projetando no outro a felicidade que lá no fundo, nós é que gostaríamos de desfrutar.
Se (e quando) você perceber que está sendo o nº 2 na vida de alguém, não se rebaixe. Dê o carinho que você acha necessário dar. Um dia, a ficha cai. A sua, no caso. E toda a energia que você gasta amando essa pessoa, será canalizada à alguém que te amará da mesma forma.
Lembra: As pessoas só dão valor para aquilo que tinham, depois que perdem.
Precisamos atentar aos que nos valorizam. Não só como segundo plano, mas também àqueles(as) que já nos olham com o olhar de admiração, e que tantas vezes não vemos, pelo motivo de estarmos cegos por quem nos pisa.
Como diz a canção, "a vida é mesmo assim". Se você, como eu, nunca foi um Gianechini, ou você, garota, nunca foi uma Bruna Lombardi, não se preocupe! Todos temos nossos atrativos! Todos temos algo de bom que salta aos olhos de quem vê o invisível, que é o essencial.
E àquem acha que isso é discurso de um perdedor, espero que um dia enxergue também aquilo que os santos e os poetas talvez notem: a riqueza individual, única, e própria, que cada ser humano tem. Não espere perder para valorizar. Cultive, para que algo bonito ao seu lado não seque, e procure água em outro lugar. A sombra que lhe é proporcionada, e que agora você não nota, poderia, quem sabe, ser essencial em sua vida, em algum ponto de sua existência. Alguém é feliz pelo fato de você existir. Não mate essa felicidade. Ninguém merece que a admiração que tem seja pisoteada por quem não vê a grandeza desse sentimento.
Lembro de minha mãe, chamando minha atenção pelo motivo de ser madrugada, e eu lá, grudado no computador, muitas vezes mais de três da manhã.
Mas o quê poderia fazer?
Sempre senti que sou mais criativo nas madrugadas. Adorava estar ali, na frente do PC, escrevendo, pensando na música que postaria, sempre de acordo com o quê escrevia!
Nem o mais crédulo dos meus leitores acreditaria que estou de volta. Nem eu, aliás. Foram tantas voltas e sumiços, que nem eu mesmo tenho paciência de ler ou escrever sobre isso mais.
Minha mãe não ficava brava por eu ficar até altas horas acordado. Até porque àquela época, quando postava diariamente, eu tinha só um emprego, no período da noite. E por isso era notívago.
O tenso é que meu irmão dormia no mesmo quarto que eu. E o pobre rapaz acordaria cedo para trabalhar. Por isso mesmo que comprei um teclado mais silencioso.
Mas isso era no tempo do desktop.
Hoje, escrevo tudo no app do Blogger!
Tão simples e silencioso! E ainda ouço música enquanto escrevo! Abençoada tecnologia!
Sinto saudade.
Saudade de quando eu era muito mais inspirado para escrever. Comecei esse blog muitos anos atrás. E com o passar dois anos, a gente muda. E como muda.
Não queria levar para o lado triste da coisa, mas no mundo real, as expectativas nem sempre são alcançadas. Logicamente, temos muito a agradecer. Creio que o fato de eu ser um saudosista nato me impeça de não sentir falta. De alguém, de coisas, de tempos, realidades.
Uma vez li que os saudosistas tendem a parar no tempo porque pensam no quê passou, e não prestam atenção no que está acontecendo, e nem planejam o quê virá a acontecer.
Não somos adivinhos, e o futuro à Deus pertence.
Mas lembro de uma virada de ano, onde planejei tudo bonitinho! Aquele seria "O" ano!
Aconteceu que nada aconteceu.
Não do jeito que achei que aconteceria.
Daí perdi a vontade de planejar de novo.
Só que o tempo passa. E não temos o luxo do tempo eterno.
Eu já quis mudar o mundo.
Mudar pessoas, realidades, achando que estava fazendo um bem pra quem me ouvia. E tudo foi de coração.
Já escrevi que muitas vezes, pensei ter a resposta pra tudo. E hoje acredito que isso seja normal. Isso porque, com quem converso sobre, sempre dizem que também já passaram por essa experiência. A de achar que sabiam de tudo.
Gente...
Lembram do MSN?! Do Messenger, no caso?
Lembro dos bate-papos até altas horas, aconselhando e sendo aconselhado.
E nessas vezes, achava que sabia de tudo no mundo, principalmente em relação aos sentimentos, à vida, nos mais variados casos.
Ah... Mas lembro também de quê escrevia com o coração!
A alma sempre estava à ponta dos dedos!
Talvez hoje em dia, eu não tenha mais a coragem que tinha, de falar coisas tão aqui de dentro de mim. Como já falei, o tempo muda a gente. Coisa de doido, né?
Certa vez percebi que estava testando o blog com muita intimidade, revelando muito de tudo, mesmo que entrelinhas.
Por isso, muitas vezes, sumi.
Saía, e perdia o caminho de volta. Não sabia mais como retomar. Além do mais, não achava mais necessário. Acabava me virando eu mesmo com minhas próprias situações. Mas isso quando as postagens eram pessoais. Sempre gostei de compartilhar com quem me lia sobre coisas que gostava de assistir, jogar, ler, ouvir. Vez ou outra me pego lendo posts daquele tempo. Mas é vez ou outra MESMO!
Você já teve a impressão de que, às vezes, você olha pra trás e não conhece mais aquela pessoa que foi?
Saudosismo. Sinto saudade de como me portava. E de como era olhado.
Já foi olhado por alguém que te admirava de verdade? Aquele olhar de "viagem"?
Nas vezes que fui olhado assim, adquiri uma marca no meu coração que registrou aquele olhar! Não esquecerei nunca mais. Uma pena que, em meio à tantas limitações, aquele olhar não exista mais.
Pensei que poderia reclamar por isso, mas aprendi que o culpado fui eu mesmo. E que confiança é linda como o cristal, mas tão frágil quanto.
É até poético o quê dizem: "Confiança é como o cristal: uma vez quebrada, nunca mais é a mesma coisa".
Só que experimentar isso não é tão bonito.
Na real, nem sei por quê estou escrevendo isso. Me veio esse pensamento agora. Pode ser que seja a música que estou ouvindo. Músicas tem um poder sobrenatural sobre mim. Sempre tiveram.
Desejaria que as pessoas que me liam, anos atrás, estivessem aqui. Pra falar pra elas que agradeço o fato de terem feito parte de minha vida, tanto tempo, de perto ou de longe! E embora umas eu tenha afastado, e outras tenham se afastado, todos tem parte importante em minha formação.
Já fui mais grato. Gostaria de ser mais.
Creio que personagens sejam moldados dentro de nós. E se os alimentarmos, eles passam a ser a gente na maior parte do tempo. Não que eu seja assim. Foi só mais um pensamento.
Constantemente ouço comentários sobre o tempo que tem passado tão depressa. Acredito que, por termos menos tempo pra gente, sentimos ele passa mais rápido. Mesmo a família da gente, que também tem seus trabalhos, não vemos como gostaríamos. Isso porque cada um tem sua vida, gostos e realidades. Nem sempre compatíveis aos nossos. Fez parte do ser humano.
Hoje é primeiro de agosto.
Retorno à terapia do Blogger, sem ter o feedback que tive de pessoas que tive no passado.
Engraçado!
No passado, eu escrevia tendo a certeza de que, quase que ao mesmo em que redigia, tinha alguém comigo, escrevendo comigo, participando da criação!
Hoje, esse cantinho que tenho na internet parece que ficou maior e mais vazio.
Reforça a tese de que "aquele que constantemente se ausenta, uma hora deixa de fazer falta".
Triste, né?
Quando alguém deixa de fazer falta pra gente. Como pode?
Precisamos cuidar bem de quem nos rodeia.
Por isso, antes de terminar, registro meu agradecimento à todos e todas que já passaram pela minha existência.
E sei que foram muitas pessoas!
Aprendi, porém, que nem todos vem pra ficar.
Vem, aprendemos juntos, e partimos.
E com poucos, vamos vivendo e convivendo. Aprendendo, machucando e sarando.
Assim é a vida.
Já é agosto.
Que bom que temos a oportunidade de estarmos juntos novamente!
Sim.Mas não esqueça que escolha, é escolha. Quando você decide por algo ou alguém, se desfaz de outras coisas e pessoas. Assim é a vida, uma constante eleição,
Elegemos quem queremos, o quê queremos. E não é todo mundo que sabe lidar com nossas escolhas.
O problema é que nós mesmos, às vezes, não sabemos.
Pagamos um preço por isso. Paga-se um preço pela felicidade, pela liberdade.
E acredito que ser adulto, também implica nisso. E numa sociedade que tenta fazer com que nos pareçamos e nos sintamos cada vez mais parecidos uns com os outros, acabando assim com a nossa individualidade, ser diferente gera como uma ofensa.
Diferente em quê sentido? Em todos.
Parece que foi Mandela que disse (se não foi, perdoem-me, não estou afim de pesquisar agora): "Para se ter inimigos, basta dizer o quê pensa."
Lembro do filme "Todo Poderoso", com o Jim Carrey, no qual ele diz à Aniston "Me ame!", mas devido ao livre arbítrio, ele não obtém êxito! À essa altura, você já deve ter visto este filme, mas se ainda não viu, fica a dica!
Mas voltando.
Imagina se hoje, você fosse ser 100% sincero(a) em seus pensamentos, e principalmente em relação ao quê pensa das coisas, pessoas e realidades. Óbvio que é louvável sermos sinceros, principalmente com quem amamos, com quem nos cerca. Mas se escolhêssemos falar tudo o quê viesse à telha...
Quanto às decisões, escolhas... Fale com os mais experientes, os mais velhos (cronologicamente falando), e pergunte sobre as consequências. O quê fariam, o quê escolheram. São os maiores exemplos para seguirmos enquanto estamos mais jovens.
Escolha ter uma excelente quinta-feira também!
Aquele abraço!
O mundo já não era poético como antes. Aliás, constatou que nunca havia sido. A diferença estava nele, na maneira com a qual ele mesmo enxergava as realidades. Chegava agora à conclusão de que não tinha tanta importância assim. Não vivia num livro. Não era uma personagem. Aquilo era a vida real. Com as pessoas frias, com as realidades sem flores. Com o silêncio das madrugadas. Nelas sim ele ainda via uma poesia. Um verso. Algo assim. Conheceu? Achou que conheceu. Idealizou. Nunca existiu. Não se culpa, porém. Quem nunca passou por isso? Constatação. Todos constatam uma vez na vida. Ou várias, quem sabe. Até mesmo, num texto sem pé. Nem cabeça.