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quinta-feira, 5 de junho de 2025

Caso Gabby Petito: um alerta sempre atual

Ontem a noite assisti o documentário "Homicídio nos EUA: Gabby Petito", e tava recordando que acompanhei esse caso "em tempo real" quando aconteceu.

Uma jovem que havia postado no seu canal recém lançado no YouTube um único vídeo, no qual narra o início da jornada que ela e seu noivo, Brian Laundrie, que foi assassinada por ele.

Por quê lembrei disso? 

Porque semanas atrás, tivemos nosso encontro do Clube do Livro, no qual lemos "A Sangue Frio", de Truman Capote (como já mencionei à vocês), e quando me foi dada a oportunidade de fala, disse pras pessoas que lá estavam que me senti em casa lendo aquele livro. Que gosto de casos assim. 
Acho, na verdade, que não me expressei direito na reunião, porque pode ter soado como se eu gostasse de desgraças, uma vez que Capote narra pra gente o assassinato da família Clutter, ocorrido em uma cidadezinha chamada Holcomb, no Kansas. Falei com uma certa "alegria" nos olhos que sou fã do canal Investigação Discovery, onde o produto é exclusivamente programas true crime (crimes reais).

Acho que dei tanta ênsafe na "normalidade" dos fatos, que devo ter assustado alguém. Pode ser que alguém tenha notado traços de psicopatia em mim. Deixo claro que não existe a menor possibilidade de eu apresentar isso, ok?  

Como futuro jornalista, preciso ter contato e acesso a diversas realidades. O mundo é diverso, complexo e complicado demais, dependendo de onde e como olhamos.

Mas vamos voltar ao caso Petito.

Gabby Petito, de 22 anos, que desapareceu enquanto viajava de van, com o noivo
Foto: wheresgabby.com

Se eu tivesse visto somente o vídeo que ela postou (vou publicá-lo logo abaixo), eu estranharia o fato de ela ter colocado que estavam iniciando a vida deles, uma vez que só ela parecia estar curtindo estar no vídeo. Brian até aparece sorrindo, comentando umas coisas, mas claramente, a ideia de ter o vlog era dela, e ele, parecia não curtir tanto.
Assistindo ao documentário, essa certeza é confirmada.

Por diversas vezes ele parece incomodado. Os vídeos de bastidores, que a polícia recuperou em suas câmeras e note, mostram isso.

O cara era possessivo. Amava de uma maneira que denotava a possessão da pessoa. Ele a queria somente pra si. Sabe aquela coisa que a gente vê, percebe, e quem tá no relacionamento abusivo não enxerga? Então... É disso que trata o documentário em três episódios, disponível na Netflix.

No primeiro, é retratado o início do relacionamento da Gabby com o Brian. Mas antes disso, fala sobre a vida dela, como era uma menina feliz. No segundo, partem para a busca (ela ficou vários dias sumida, incomunicável), e no terceiro, o desfecho de tudo.

Vale como alerta, para abrir os olhos de muita gente que passa pela mesma situação nos dias de hoje. 
Nichole, mãe da Gabrielle (seu nome de batismo), criou a Fundação Gabby Petito, para auxiliar pessoas que passam pela mesma tristeza. Clique no endereço pra conhecer: https://gabbypetitofoundation.org. 

Algo que é retratado no documentário, e que me chamou a atenção, foi a comoção das pessoas em querer ajudar a encontrá-la. Através das redes sociais, pessoas que viviam nas proximidades relatavam quando a tinham visto pela última vez, pessoas que deram carona ao Brian, sem saber que ele havia cometido um crime... 

É muito comum quando pessoas desaparecem, a população da internet postar e repostar informações de quem precisa ser encontrado. Já aconteceu em minha família, e o suporte foi muito bom, também pela torcida e pelas orações de quem a gente nem conhece.

Enfim, fica a dica para esse documentário. O caso ocorreu em 2021, é bem recente. Tá fresco na memória. Lembro de torcer para que a encontrassem com vida. Infelizmente, não foi o que aconteceu. Também torci para que pegassem o Brian (que foi ajudado pelos pais a acobertar o crime, "diga-se de passage"), o que também não aconteceu.

É, meuza migos e minhaza migas... O tema hoje não foi tão leve, mas vale a informação e o cuidado para que não caiamos em relacionamentos assim.

Assista abaixo, o primeiro e único vídeo que a Gabby postou em seu canal no YouTube:


Triste, né? Não fosse o ocorrido, e se ela não estivesse vivendo com esse rapaz, sabe-se lá quantos vídeos teríamos para acompanhá-la naquilo que ela tanto gostava de fazer... Que esteja descansando em paz.

Gostaria de agradecer à Juliana e a Mirela, pela gentileza dos comentários no post de ontem, Obrigado, meninas!

Como hoje tratamos de um fato no qual pessoas desapareceram, a temática da música será a mesma.
Ofereço a vocês, agradecendo o carinho de sempre.

Antes da música, uma informação importante: Não é que eu esteja me sentindo a última bolacha do pacote, e nem a última Coca-Cola gelada no mundo, e nem por que acho que vocês ficariam desesperados(as) se eu não postar todos os dias. Mas isso pode ocorrer, tá? Ou por causa dos estudos, trabalhos... Qualquer que seja o motivo. Para treinar minha escrita e gramática, pretendo estar sempre por aqui. Mas pode ocorrer de falhar de vez em quando. Não desistam de mim! Fiquem ligados(as) nas minhas redes sociais. Quando postar algo, divulgo o link por lá. No passado, já me "obriguei" a postar todos os dias. E já sabem, né? Tudo o que vira uma obrigação...

Pra Ju e pra Mirela (e pra você que leu até aqui também), Fort Minor, "Where'd you go".

sábado, 12 de janeiro de 2019

#12de365 - TITANS ON NETFLIX

Deixa eu escrever rapidinho porque já tá tarde, pois amanhã pulo cedo da cama, e não poderia deixar de passar por aqui. Escrever todos os dias é só uma das resoluções deste 2019. Muita novidade vem aí (assim espero)!

Pois bem.

O título do post de hoje tem a ver com a série da DC Comics que estreou hoje no serviço de streaming da Netflix.
Assim como a Marvel apostou nos Defensores (Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro), a DC me surpreendeu com os Titãs! Contando a história de Robin (sim, o Menino-Prodígio parça do homem-morcego), Ravena, Estelar e Mutano! E não é que o negócio ficou bom?

Mutano, Ravena, Robin e Estelar, na série com todos os episódios já disponíveis, na Netflix
Imagem: Warner Bros./Netflix - Divulgação

Quer dizer... O primeiro episódio é recheado de ação, logo de cara. No momento em que escrevo esse post, acabei de ver o terceiro episódio (de um total de 11, se não me engano). O segundo e o terceiro, são mais introdutórios, mas isso não deixa a série chata. Sim, um pouco mais lenta, mas importante para adentrarmos ao mundo das personagens, até então, mais especificamente, Ravena.

Confesso que não hypei nem um pouco essa série, tanto que tinha até me esquecido de que estrearia hoje no catálogo da Netflix. Estou acompanhando a série 'Vikings', também na Netflix. Mas como já está na quinta temporada, e eu acabei de ir pra terceira, pra não enjoar, geralmente dou uma pausa e começo a ver outra coisa, no caso, Titãs!

Foi uma grata surpresa, até agora. 
Como uns críticos disseram, a Warner Bros. adotou um tom mais sombrio, mais adulto. E isso me agradou e muito!

Fica a dica pra você que, como eu, tava meio que perdido no quê começar a ver logo no início desse ano. Quando eu terminar a série, falo sobre ela aqui, novamente, dizendo o quê achei, logicamente, sem spoilers.

Hoje é isso, minha gente. Como disse, postar todos os dias é só uma das muitas coisas que pretendo alcançar em 2019. Parece coisa pouca, não é mesmo? Mas se formos fiéis às pequenas coisas, seremos também nas grandes, caso contrário, a falha é mais do quê certa. Mas esse ano, é o ano da vitória! Assim seja!

Fiquem com o trailer desta primeira temporada de Titãs, que já tem todos os episódios disponíveis na Netflix. E logo abaixo, o clipe de hoje.



Na música, hoje temos Os Paralamas do Sucesso, 'Ela disse adeus'!
Ótimo sábado pra você!

sábado, 29 de dezembro de 2018

RESPONSA E CAIXA DE PÁSSAROS

Por responsa, entendam que agora há possibilidade de enviar convites aos montes através do Facebook para que mais pessoas saibam que o blog existe.
Fiz isso ontem, e eis que muitos que lá estão deram o famoso "like". Por isso a responsa do título! 
Quero agradecer imensamente a vocês que estão chegando agora, e também vocês que me acompanham já há um certo tempo!

Ia falar sobre a série "Você", da Netflix, que comecei a ver hoje, mas como fiz uma sessão cinema com amigos e amigas nessa noite, resolvi colocar minhas impressões sobre o filme "Bird Box".

Antes de mais nada, acompanhe o trailer:


Desde a primeira vez que vi, já contei os dias para o lançamento. Gosto muito de filmes de terror, suspense e afins. O filme é baseado no livro de mesmo nome. Curiosamente, a Netflix Brasil não traduziu o título em inglês. Ficou Bird Box mesmo. O livro, já famoso no Brasil, e que estou prestes a começar a ler, esse sim recebeu o título "Caixa de Pássaros".

Acompanho o canal da Fernanda Pineda já há um bom tempo (na realidade acompanho o trabalho dela desde os tempos do UOL), e nele, vira e mexe ela diz o quê achou do que viu, essas coisas de digital influencer que coloca as opiniões sobre diversas produções. 

Antes de ver a crítica dela, eu já havia assistido o filme. Prefiro fazer assim, para que não seja influenciado, nem positivamente e nem negativamente.

Vou deixar o vídeo dela, no qual fala sobre "Bird Box" pra vocês darem uma olhada também. Adianto que não contém spoilers!


Viram que ela diz que o livro é bem mais aterrorizante do que o filme?

Por isso quero ler! 
E assim que terminar, digo pra vocês aqui se eu também vi muita diferença entre o enredo de um e de outro!

Gosto muito de filmes que falam por metáforas, que passam uma mensagem, de maneira que nem percebemos que está sendo feito. 
Foi assim com "Onde vivem os monstros" e "Sete minutos depois da meia-noite".

"Bird Box" é mais sutil nesse sentido (filme), mas não deixa de passar uma bela lição aos olhos e ouvidos mais apurados!

É uma boa diversão. Um bom suspense.
Se você estiver atrás de um bom terror, um que tem mais ou menos "a mesma pegada" que esse, é "Um lugar silencioso". "Aniquilação", também original da Netflix, é uma boa pedida!

Por hoje, é isso! 
Enquanto alguém ouve Raimundos num volume altíssimo à uma e dez da manhã, deixo vocês com a música  nova do Skank, "Algo parecido". O clipe é ótimo!

Tenha um ótimo sábado!
Voltamos a nos falar aqui o quanto antes!
Aos antigos e aos novatos, mais uma vez, o meu muito obrigado! 

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Sobre "13 Reasons Why"


Hoje ainda era ontem quando comecei a escrever esse texto. Na real nem sei se terminarei hoje e continuarei no dia da postagem (ou seja, 02 de junho), ou como será. O importante é escrever. 


Pelo título do post, você já deve ter matado a charada. Falo da série "13 Reasons Why", que está disponível na Netflix.  


Vi essa série num final de semana. Ela tem, como você deve imaginar, 13 episódios. Fala sobre os motivos que levaram uma jovem ao suicídio. 
Hannah era linda. Tinha de tudo para ser a mais popular da escola. Mas não era o quê acontecia. Era do tipo que acreditava demais mas pessoas. Parece que não enxergava os lobos no meio das ovelhas. Sofreu pakas, e resolveu dar cabo da própria vida, não se antes gravar fitas K7, explicando o por quê de ter chegado a essa decisão. 

[EDIT 02/06/2017 - 00h47]
Resolvi colocar o trailer da série pra você curtir aqui!
Direitos reservados à Netflix Brasil.

Trabalhei com jovens durante quase 14 anos, e lembro que vi em muitos, muitas características dessa menina da série. Graças à Deus nenhum dos jovens com quem trabalhei não chegou a cometer o suicídio. 
Sim. Alguns não estão mais conosco, mas por motivos de escolhas erradas e que levaram essas pessoas à tristes fins. 

Mas esse não é o foco. 

Parece que foi ontem que vi pela primeira vez o trailer dessa série. Me chamou a atenção logo de cara. Porque parecia tratar (e trata mesmo) das emoções de muitas pessoas. De sonhos, expectativas, ilusões, desilusões. 
Não sei se por ter tendência à depressão (há vários casos na minha família e eu mesmo já tive), me identifiquei bastante, principalmente com os castelos que ruíram. Mas isso no âmbito geral. 

É só olhar a pouca vergonha que tá a zona da política nesse país, que o desânimo já bate. 
Voltando ao foco... 
Grudei na tela do note e comecei a contar os dias até a estréia da série. 

E, de verdade: quando ela estreou, olhei pelo prisma de que seria muito bem vista por todos, por alertar sobre o problema de muitas vezes nos tratarmos como lixo, e acharmos isso normal. Pelo menos, eu vi por esse lado! 

Mas não! 

Deixo claro que não tenho conhecimento acadêmico em relação à psicologia. Por isso, no início, não entendi como a série poderia ser nociva à algumas pessoas. Existem, segundo os especialistas, "gatilhos" na série que podem levar alguns indivíduos a acreditar que o fim da Hannah seria um bom fim para eles também. 

E vi uma galera descendo o cacete na produção. Pensei "Ué! Estamos falando da mesma série?!" 

Só posso falar do quê senti ao assistir. 

Como comentei em algumas redes sociais de séries, era impossível, no decorrer de 13 Reasons, não ver os episódios com um nó na garganta e lágrimas nos olhos. 
A gente se "apega" à menina. Faz não querermos acreditar que ela tenha cometido o quê cometeu. Tipo, a gente tem até vontade de estar na vida dela pra ser parça, dar aquela força, e impedir o desfecho. 

Aí a gente lembra que ela já morreu, e o quê nos aproxima, são as fitas. E você acaba torcendo para que o personagem principal (depois dela) não tenha feito nada de tão grave pra ela, a ponto de o mesmo ser digno de estar numa das fitas. 
Tem cenas pesadíssimas sim. A Netflix avisa no início desses episódios. Se não me engano, os avisos começam no oitavo episódio. 
Por isso, aconselho à quem quiser ver, extrema cautela. 

Penso que os educadores deveriam ver. Acredito que ajudaria e muito a tratar do assunto do bullying no meio do aprendizado e tals, mas parece que nem eles mesmos se interessaram tanto, pelo motivo de a série ser meio "arrastada".  



Se você que me lê trabalha de alguma maneira com crianças, adolescentes e jovens, fica a dica: veja a série.  


À mim, a mensagem foi "Márcio, trate melhor as pessoas, principalmente aquelas que parecem não ter importância alguma pra você, e que vira e mexe, solicita um pouco de sua atenção". 
O padre Léo, do qual já falei várias vezes sai no blog, sempre dizia que "ninguém é como é porque quer". Em algumas situações, isso é verdade. Já em outras, pelo quê percebi nesses anos, nem sempre. Muitos parecem gostar mesmo de ir pro buraco. 

Como não é disso que tô falando, 'xá pra lá. 

Amei a série. Lembra bastante o filme "As vantagens de ser invisível", que recomendo fortemente também. 

Acho que ter tido tanto contato com pessoas durante tanto tempo, no intuito de tentar ajudá-las e ser ajudado, me fez gostar de histórias assim. Histórias de superação, mesmo que a muito custo. 

É um enredo triste, mas que a meu ver, leva à reflexão. É a dica que deixo hoje. 
O vídeo de hoje é de uma música que faz parte da trilha sonora oficial. Lord Huron, "The night we met". 

Ela transmite bem o tom do quê a série é. 
Tenha uma ótima sexta-feira. 
E não sejamos um por quê.