sábado, 31 de março de 2012

Madrugada de outono

Sempre pensei comigo mesmo que deveria sempre estar muito bem inspirado para escrever.
Caso não estivesse, nem perto do computador eu passaria.

Lembro na minha infância, que prometia à mim mesmo que, quando fosse mais velho, e tivesse minha própria máquina de escrever (meu sonho era uma Olivetti), escreveria livros e mais livros!

Mas a gente cresce. Os pensamentos crescem juntos.
Umas vontades vão embora. Outras nos são apresentadas!
Pelo corpo! Pela vida! Pelos sentimentos!

E nem tudo o que a gente achava que seria acaba não sendo. 
Muita coisa muda. A gente muda. A vida se transforma.

Mais uma madrugada, e eu aqui, teimando em não dormir. 
São quatro e meia da manhã de um sábado. Não estava nem um pouco de rolar pra lá e para cá, esperando o sono chegar. Aliás, não faço isso há anos!

Lembro que, quando meu pai contraiu a síndrome do pânico (ele ainda morava aqui), eu sempre falava pra ele que, em meio à madrugada, se ele quisesse me acordar pra conversar, era pra ficar à vontade.

Raramente ele me acordava. Salvo as vezes em que a crise era muito forte. E eu varava madrugadas com ele. 

Nessa época, eu tinha uma facilidade enorme pra dormir! Até porque trabalhava cedinho!
Chegava em casa, engolia um café e sumia pra escola!
Hoje em dia, minha vida é mais tranquila! Tranquila até demais.
Mas sem problemas! Novos projetos vem por aí. E a correria pela qual já me habituei "de vez em quando" será bem mais comum no meu cotidiano.

Olhando o relógio, pergunto-me sobre as pessoas que estão acordadas à essa hora. Quem sabe, preocupadas, pois já e quase hora de elas se levantarem para ir trabalhar. Enquanto que minha única preocupação, é pensar em qual vídeo colocarei aqui depois de redigir esse texto.

Acho que essa insônia é fruto de um café com bolo de nozes que minha mãe fez, e que insisti em comer agora, pelas duas da manhã! O café me despertou. Tava assistindo o Jô.
E quando acabou, vim aqui pro PC.

Cotidiano! O cotidiano me encanta! Quem me conhece sabe!
Até escrevi sobre isso, na minha estréia num blog que já comentei aqui.

Por isso, mesmo que eu quisesse, não conseguiria segmentar os meus textos. Já o quis. Mas os temas são tantos... Os meus pensamentos são tantos... As lembranças são tantas...

Não dá. Preciso escrever sobre o que sinto no momento. E o que sinto agora, é que deveria aproveitar que estou aqui, nesse quarto, enquanto o meu irmão dorme, nessa maravilhosa e agradável madrugada de outono, e escrever!
Colocar um pouco dos meus pensamentos nessas linhas por mim pensadas e digitadas.

O quê mais posso dizer?!

Nada!

A não ser apenas agradecer a sua visita!
Obrigado por ler essas linhas!
À você, dedico Vangelis. Até a próxima.



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