terça-feira, 25 de setembro de 2012

Rumo ao desconhecido

Pela janela do avião, olhei para a vastidão do horizonte que deixava para trás.
Incertezas estavam à frente, mas tudo bem. Cansei da mesmice, de saber como seria o dia seguinte, ou seja: nada de diferente. Sempre a mesma coisa.

Por isso fiz questão de ir tão longe.

Quanto mais longe, melhor.

Sim. Sentiria saudade das pessoas com quem cresci.
Das pessoas pelas quais me apaixonei todos os dias.

Mas era necessário seguir em frente.
Havia tomado essa decisão, e nada me faria voltar atrás.

Ainda assim, fiz questão de olhar para o lado do sol, que estava quase um pouco abaixo das nuvens àquela altura. Coisa estranha de se ver!

O quê teria pela frente?
Quem eu conheceria?
O resultado? Não sei.

Só sei que a incerteza não me dá muita coisa à escrever.

Cerro os olhos, coloco o celular pra tocar uma música da Marjorie, e sigo assim até pegar no sono. 

Quando acordasse, já estaria lá.


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