terça-feira, 29 de novembro de 2011

NOS BRAÇOS DE UM ANJO: O DIREITO DE SE ENTRISTECER

Adendo no adendo! Rsrsrs!
Gente, esse é o post que eu havia citado dias atrás! O que eu não sabia se publicaria ou não!
Resolvi colocar aqui!
Graças a Deus, aprendi que não são em todos os momentos que rimos!
Mas que mesmo depois de um dia não tão "perfeito", Deus sempre vence, e a gente volta à luta!
Dedico especialmente às pessoas do Facebook, aquelas que citei aqui semana passada, que tem postado tanta coisa sem esperanças de mudanças!
Acredite! Deus é mais! E o amor sempre vence! Boa leitura!


Acho importante ressaltar uma coisa antes de você ler o post de hoje!
Quando escrevi, estava num daqueles momentos nos quais a gente se sente extremamente só, sabe?!
Aquela dorzinha que todo mundo sente de vez em quando?! Pois então!
Inclusive, escrevo sobre isso, no decorrer do post!
Mas estou ótimamente bem! Graças a Deus!
Assim como você, sou humano e tenho minhas fases! Quis partilhar um pouquinho da tristeza que me abatia.
E ao final de ter escrito tudo o que escrevi, já me sentia bem melhor!
Boa leitura! Ela servirá para muitos como uma lembrança, de que todos passamos por momentos assim!
E lembrará também que Deus não nos abandona nesses momentos! E em nenhum outro!

Sarah Mclachlan no celular, iogurte no copo, um caderno, uma caneta, a madrugada e meus pensamentos.
Se esse post for para o blog, será a primeira vez, em quatro anos de sua existência (que me lembre) que farei isso. Nunca escrevi numa folha e transcrevi depois.

Agora há pouco eu tava lá, sentado embaixo do chuveiro, refletindo sobre tanta coisa. No que escreveria aqui, por exemplo.
Me lembrava dos momentos de felicidade, nos quais escrevi após estar rodeado por pessoas que fazem parte de minha história. Me lembrava dos momentos nos quais, apaixonado, escrevia apaixonadamente!
Pensei comigo, hoje que a tristeza bate à minha porta, por quê não escrever sobre isso?!
Sim, porque, que eu saiba, todo mundo tem o direito de se entristecer de vez em quando.

Refletia sobre uma música, que cantei muitas vezes, no começo de minha caminhada na Igreja. E só hoje me dei conta, anos depois, que eu interpretei muito mal a sua letra.
Trata-se daquela que diz "Não pode ser triste o coração que ama a Cristo; Não pode ser triste o coração que ama a Deus!"
Eu que preguei tantas vezes a diferença entre ser e estar, errei na interpretação.
Eu não posso ser triste. Mas posso estar.

O fato de acreditar em Deus não me tira o direito de entristecer.
Daí você me pergunta: "Mas qual o motivo?!" - Sei lá!
Precisa de um motivo?

Me vem à mente aquelas mensagens de pessoas muito preocupadas com o planeta e sua história, e que são ativistas de retratos, que colocam em seu mural fotos catastróficas e dizem que "aquilo sim é motivo pra se entristecer".

Jesus também se entristeceu. Jesus também chorou. Sei que Ele me compreende. Mas tudo bem.

Não culpo ninguém por achar que eu não tenho esse direito. Eu também achei que não tivesse. E lembro quando isso começou. Foi quando, com todo o amor do meu coração, coordenei um grupo de jovens (que estavam mais para adolescentes). Eles tinham tantas questões. Tantos problemas. Mas se doavam até a última lágrima por um bem maior. Eu coordenava.
Tinha de me mostrar forte. Não podia chorar. Apenas consolar.
Durante muito tempo, pessoas que eram próximas à mim perguntavam: "Márcio, você não chora?!"
Era engraçado! Até alguém perguntar aquilo, eu não tinha parado pra pensar sobre!
Mas a resposta vinha rápido:
"Ah, raramente! Acho que não sou de chorar muito!"

Mas não tinha muitos motivos para isso não, viu?

Cuidávamos muito bem uns dos outros! A preocupação era recíproca!
Qualquer que fosse o motivo, por mais besta ou banal que parecesse, se você pedisse ajuda, oração, as pessoas estavam ali para te amparar.
Coisas que fazem a diferença.
Mas a vida foi seguindo, cada um tomando o seu rumo, e minha ficha, como o último participante da formação original do grupo, demorou a cair.

Sofri pakas. Me senti sozinho! E de quem era a culpa?!

De ninguém! A vida é assim! Cada um vai indo pro seu lado, pra sua direção!
Pessoas se foram. Outras chegaram. E essas também se foram.
Fui muito apegado. Fiz muita gente que amei e amo sofrer por isso.

Tive de aprender a arte do desapego da pior maneira possível. Não por que as pessoas foram maldosas! De maneira alguma!
Mas porque não tinha outro jeito de o Márcio Luís aprender.
Passei tantos anos da minha vida dizendo que quanto mais pessoas você abraçasse num dia, você seria mais feliz.
Que desejar a Paz, somente na hora do encontro, e não na hora do reencontro, não adiantava muita coisa.

"Por que você faz isso, Márcio?"

Porque nunca sei o que a pessoa passou nesse intervalo de tempo, no qual estivemos separados nesse dia!
Isso era tão meu! Rsrsrs!

Mas a vida ensina!

E como tantas vezes preguei, não fui, não sou e não serei o dono da verdade. Até porque a Verdade é uma Pessoa. E essa Pessoa é Deus!

E as amizades são como facas que se amolam, uma à outra.
Tive de perder coisas em mim.
Para ganhar coisas de alguém. A vida é uma troca de riquezas, de experiências!

Aaaaaaah! Como é bom pedir socorro quando preciso, e ser atendido.

Não sejamos hipócritas.

Deus, Todo Poderoso, é nosso refúgio. Ele tudo pode.

Mas existem momentos nos quais eu volto a ser criança, e preciso de um abraço. Preciso que alguém me afague enquanto eu choro a plenos pulmões, como quando o Daniel (na época Danielzinho) fez comigo, na antiga casa de oração.

Pegou o crucifixo, deu pra eu segurar, e me abraçou. Aquilo foi no dia vinte de fevereiro de dois mil e cinco, e nunca mais vou esquecer. Um dos maiores gestos de amor de alguém para comigo. Serei grato eternamente à ele e à Deus por aquele dia, no qual estava tão quebradinho e necessitado de amor.

Sei que tudo passa.

As pessoas passam.

Mas Deus... Como desejo e almejo, do fundo da alma, que cada pessoa com a qual tive a graça de conviver, lembrasse de mim não pelos motivos de minhas quedas, mas pelas vitórias de meus "levantares"!

Madre Teresa de Calcutá diz que "uma pessoa não pode sair de nossa presença da mesma maneira que chegou". Que Santa Teresinha rogue por mim, para que eu aprenda a ser assim!

Já estive nos braços de anjos que Deus enviou em minha vida para que cuidassem de mim. Acredite!
É verdade! São momentos sublimes, guardados no meu coração!
Já falei do Daniel, que foi os braços do meu anjo da guarda naquele dia!

Teve outro dia, que dois cantaram para mim, que se pudessem, tirariam a dor que eu estava sentindo, do meu peito.

Nem fome Deus me deixou passar!

Certa vez, tive de ficar muito além do meu horário, na rádio onde trabalho até hoje. E um anjo usou da tecnologia do celular para que eu fosse até ele, pegar um dinheiro (eu tava sem) para comer alguma coisa.

Deus é Deus de detalhes!

Por quê escrevi tudo isso hoje?!

Porque senti a necessidade de partilhar isso com você. Muitas pessoas passam por madrugadas assim e se perguntam: "Meu Deus! É só comigo que isso acontece? Eu Te sigo, falo do Teu Nome... O que há de errado comigo?!"

Tomo a liberdade de responder:

Nada, meu caro!

Nada, minha cara!

É saudade do Céu!

Lembra que Jesus disse que, nesse mundo, teríamos várias aflições!

Por isso, não se sinta culpado!
Não se martirize por sofrer e chorar de vez em quando. faz parte de nossa humanidade. Não somos robôs!

Se você tem alguém do seu lado para te abraçar enquanto chora, aproveite!
Agora... Se o socorro de um abraço não chegou (às vezes ele não chega mesmo, viu?), não liga não!

A gente se acostuma! Dói, mas passa! Faz parte do ser adulto!

São três e trinta e um da manhã.
Vou parar por aqui.

Acredito (sempre acreditei) que a partilha é uma grande ferramenta para o nosso crescimento, em todos os âmbitos da vida.

Não guarde suas riquezas só para você. Sejam elas alegrias ou tristezas.
Quem sabe alguém precisava ouvir justamente aquilo que você tinha a dizer?

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